quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Nasa anuncia descoberta de 'sistema planetário' em estrela similar ao Sol.

Astro luminoso tem seis pequenos planetas ao seu redor.
Sonda Kepler foi a responsável pelo achado.

A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou nesta quarta-feira (2) a descoberta de seis planetas fora do Sistema Solar, localizados nas proximidades de uma estrela chamada Kepler-11. O nome vem da sonda responsável por detectar a estrela - muito parecida com o nosso Sol e a 2.000 anos-luz de distância da Terra.
Este é o sistema com mais planetas - com exceção do próprio Sistema Solar - já descoberto por astrônomos. Todos os seis planetas possuem densidade menor que a da Terra, um dado que permite a análise da composição dos astros. Cinco deles giram ao redor de Kepler-11 em menos de 50 dias e possuem massas de 2,3 a 13,5 vezes maior que a do nosso planeta. O sexto exoplaneta não teve seu peso determinado e sua órbita é mais longa, durando 118 dias.

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Representação divulgada pela Nasa de Kepler 11 e seus seis planetas. (Crédito: Tim Pyle / Nasa)

Os tamanhos e órbitas dos exoplanetas foram determinados por especialistas da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz. Esses dados serão relatados na edição da primeira semana de fevereiro da publicação científica "Nature".
A sonda Kepler foi lançada em 6 de março de 2009, com o objetivo de procurar planetas fora do Sistema Solar, especialmente aqueles nos quais as condições de vida poderiam ser desenvolver. A pesquisa é feita em uma região próxima à constelação de Cisne. Para isso, normalmente os astros precisam estar em uma região em relação a estrela que orbitam conhecida como "zona habitável" (goldilocks, em inglês) - sob esta condição, os planetas poderiam ter água líquida em sua superfície.
Atualmente, a busca por planetas fora do Sistema Solar, iniciada com a descoberta do primeiro em 1992, já rendeu mais de 500 novos astros.
Coletiva da Nasa
Uma coletiva de imprensa foi convocada pela Nasa na tarde desta quarta-feira (2) para comentar os dados obtidos pela sonda Kepler. Participaram os membros da missão Douglas Hudgins, William Boruchi e Jack Lissauer, além da professora de astronomia da Universidade Yale, Debra Fischer.

Segundo Douglas Hudgins, a descoberta de um planeta do tamanho da Terra levará tempo. Já William Boruchi afirmou que os astrônomos já trabalham com candidatos a planetas menores que a Terra, com diâmetros similares ao de Marte, porém ainda não confirmados.

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Representação mostra diâmetro do sistema planetário Kepler-11. (Crédito: Tim Pyle / Nasa)
Desde o início das investigações da missão Kepler, foram descobertos 68 candidatos a planetas do tamanho da Terra, 288 maiores que o nosso planeta, 662 planetas com o tamanho de Netuno, 165 com a dimensão de Júpiter e 19 maiores que o maior planeta do Sistema Solar.
A grande parte deles não foi confirmada, já que a detecção é baseada em oscilações nas estrelas observadas pela sonda. Estas interferências podem ser fruto de outras fontes, diferentes de planetas.

Crédito G1 Ciência e Saúde http://glo.bo/iaUTAp

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Alerta 3: Governo japonês propõe evacuação em área vulcânica

A contínua erupção de cinza e material magmático do interior do vulcão Shinmoedake fez as autoridades japonesas recomendarem aos moradores da região que abandonem suas casas. O vulcão não entrava em erupção há 52 anos e explodiu na última quinta-feira junto com seu vizinho Kirishima, causando uma série de problemas no sudoeste do Japão.


vulcao Shinmoedake
 
De acordo com a agência de notícias Kyodo, a recomendação para evacuação foi proposta depois que a agência meteorológica do Japão, JMA, constatou um aumento significativo na quantidade de lava expelida da montanha. Segundo a agência, 1100 moradores que vivem em cerca de 500 casas na localidade de Takaharu correm risco significativo e já foram alertados pelas autoridades.
Imagens registradas por satélites de sensoriamento remoto mostram que o domo de lava alcançou 500 metros de diâmetro, o que levou as autoridades nipônicas a emitir Alerta Nível 3 em um raio de 3 km ao redor do vulcão e fechar o espaço aéreo próximo. Serviços ferroviários locais também tiveram que paralisar suas operações.
 

Vulcão Shinmoedake

 
Localizado no norte da baía de Kagoshima, no Japão, Shinmoe faz parte do complexo Kirishima, que engloba 20 vulcões ativos criados no período quaternário, entre 1.8 milhões de anos atrás até o presente. Parte do grupo consiste em estratovulcões, cones piroclásticos e vulcões blindados, reunidos em uma área de 20x30 km.
Kirishima e Shinmoe entraram em atividade entre quarta e quinta-feira, quando começaram a lançar cinzas e pequenas rochas. Após a erupção, Shinmoe formou uma coluna de fumaça de mais 2.500 m de altura e pela primeira vez em 189 anos jorrou magma do topo da cratera, a 1.421 metros de altura.

Fotos: No topo, erupção do vulcão Shinmoedake, no sudoeste do Japão, em janeiro de 2011. Acima, imagem de satélite mostra erupção do vulcão Kirishima, localizado a 4 km de Shinmoedake. Ambos entraram em erupção quase que simultaneamente. Crédito: Agência meteorológica japonesa, JMA / Nasa - MODIS Rapid Response Team, Goddard Space Flight Center/ Apolo11.com.

Direitos Reservados
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/vulcoes.php?titulo=Alerta_3_Governo_japones_propoe_evacuacao_em_area_vulcanica&posic=dat_20110131-112510.inc